sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Vitor Cabral – Entrevista p/ a Revista Modern Drummer fev/2011



Vitor Cabral, baterista já entrevistado anteriormente pelo Blog Música Contemporânea, volta à pauta novamente pela entrevista concedida à Revista Modern Drummer Brasil.

Vitor está entre os novos talentos da bateria que estão surgindo no país, e com certeza já saiu na ponta. Ele compartilhou sua música com mestres cono Roberto Sion, Helio Delmiro, Bocato, Ed Motta, entre outros.

Veja um pequeno trecho da entrevista que consta na edição n° 99 de fevereiro/2011.


-- Vitor, gostaria que você me contasse um pouco da sua trajetória e formação musical.

Bem, inicialmente eu comecei meus estudos no piano, quando tinha 8 anos de idade. Entre idas e vindas, troquei pela bateria aos 13, quando comecei a tocar na igreja, já que venho de uma família cristão-protestante. Isso foi, no começo, a minha "escola", e sou muito grato por ter tido essa oportunidade, pois além de ser uma forma bastante didática de começar, é possível se criar um relacionamento com a música um pouco diferente dos demais. Nesta mesma idade, ingressei na Fundação das Artes de São Caetano, uma escola bem conhecida no ABC Paulista, mas que eu pouco estudei o instrumento de fato, acho que um ano somente, perto do final do curso, mas aprendi muito das matérias consideradas "teóricas", como percepção, apreciação, conceitos básicos de harmonia, contraponto e assim por diante, além de ter tido contato com outros músicos e ser apresentado à música sob uma outra perspectiva. A partir disso eu fui me lapidando musicalmente, procurando ouvir os mais velhos, mesmo que nem sempre o espírito jovial me permitisse. Tive um recesso musical de alguns anos na minha adolescência por questões financeiras e pessoais, e acabei voltando definitivamente há uns 3, 4 anos, quando ingressei no grupo do trombonista Bocato. De lá prá cá voltei a estudar e agora também a trabalhar somente com música.

-- O que o levou a tocar com o Ed Motta?

No caso do Ed, em uma ocasião, ele estava em São Paulo e queria conhecer uma rapaziada nova do "Jazz". O Leandro, pianista que já tocava com ele, juntou um pessoal. Ele curtiu, e depois de um ano, estava precisando de baterista e me ligou.

-- Que cuidados o baterista deve ter na estruturação de sua capacidade de improvisação, na música instrumental corrente hoje no Brasil e no mundo?

Acho que a coisa mais importante a se evitar é aquele tipo de discurso prolixo, onde você fala, fala, mas não diz nada. Normalmente, quem tem muita técnica pode cair nisso, mas não somente esses…

-- Que dificuldade teórica e prática você teve mais dificuldade de desenvolver até hoje no seu percurso de estudos? O que você acha que ainda falta racionar e integrar ao seu progresso musical?

Minha caminhada musical começou ontem, portanto, tenho muita dificuldade ainda em tocar o que realmente estou ouvindo internamente, e se consegui realizar isso duas vezes na vida, é muito.


-- Para o groove do funk, a palavra de ordem pra você é samplear ou simplificar? Ou nada disso?

Acho que para qualquer "groove" a palavra de ordem é "repetir".

Continua…
http://www.myspace.com/revistamoderndrummer
http://www.editoramelody.com.br/home/index.html



vídeos de Vitor:
http://instrumentalsescbrasil.org.br/ui/show.aspx?id=193 – Vitor e Ed Motta




http://www.youtube.com/watch?v=uhG41a729R0&feature=player_profilepage - c/ Sidiel Vieira- só batera e baixo

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